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domingo, 8 de novembro de 2009
Neblina
Aproxima-se para afastar-se
Interessa-se,para desdenhar
Andar felino
Faro canino
A música me envolve
Rodopia,sacode
Flores surgem do vazio
Preenchendo espaços
Vácuo
O ar falta
A noite desce
Vais
Vou também
Pra outro lugar
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Olhos
Me olhas,finalmente,fixamente
Olhos de ontem
Paralisado,a fitar-me eternamente
Olhando pela janela o futuro
O depois,o por vir
Olhos de ontem
Paralisado,a fitar-me eternamente
Olhando pela janela o futuro
O depois,o por vir
Tristeza de um quase sorriso
Impossível de existir
Onde nada existia
Belo, jovem, ousado, vigoroso
Outros olhos também me fitam
A cuidar,prevendo...
Belos olhos,belo rosto,belo ser
Suavidade.Tempo.Vida
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Vista de cima
No alto da montanha,só, fico
Vendo,cá do alto
Pessoas vestidas para a festa
Festa da qual não quero o caminho
Festa na qual ainda não sou
Muita roupa,e eu nua
Muita pompa,e eu sua
Muito zêlo,e eu, apelo
Palavras,significantes,significados...
Ora,raios!Por que tão errados?
Errados na pompa,na sombra,na luz
Faz parte do clube?
Fez parte do lume?
Com o que te reluz?
Apareço,quando posso
Por entre deveres,afazeres,saberes
E,por que não?
...dizeres
Saberes do fato,do ato marcado
Dizeres de fato,permeados de fatos
Da vida das coisas,sem muita procura
Entrados no ser,mantido em clausura
Não sei se festejo
Ou lamento
Não sei se procuro
ou desisto
Desisto de acenar,tentando mostrar
O que não interessa ver
O que subverte,desalinha,desautoriza
Espontâneo que é
assim me vejo
Desnuda,completamente vestida
Pronta para a festa,excitada,feliz
Sonhos acalentados,mimados,embalados
Pronta para o que vem,para o que tem
Não vejo porém meu reflexo
O que sou
O que dou
Que ganho, que trago?
Retalhos de vidas
Promessas devidas
Intimidade de seres
Pedaços de saberes
Risadas,extertores
Muito frio
Poucos cobertores
Momentos felizes de muitas matizes
Momentos solenes
Que ficam,perenes
E eu,vou lá
Por não saber,vou lá
Por não querer,vou lá
Para não ficar
terça-feira, 27 de outubro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Vitórias
Gosto de ver-te diluído em prosa e verso
Longe das vestes,paramentos e teorias que te subvertem
Gosto de perder-me em seus devaneios,delírios
Mistura de cores e dores,pensamentos
Que, tímido, ousa, delicada e camufladamente
Por no papel
Gosto de saber-me lida, aceita, compreendida
Longe da academia, do saber formal, já que
De tanto saber, torna-se informal
Por que me procuras aonde não estou?
Por que vasculhas o que não sou
Por que não percebes que vestígios são provas
Do que tenho, do que dou
Por que procuras as vestes(para despi-las!)
Se totalmente entregue e desnuda já estou
Sem botões a desabotoar, sem travas a retirar
Paisagens - belezas que nos cercam
Palavras - belezas que nos habitam
Versos - maravilhas que nos comunicam
Assim, exposta, e completamente guardada,
SOU.
Longe das vestes,paramentos e teorias que te subvertem
Gosto de perder-me em seus devaneios,delírios
Mistura de cores e dores,pensamentos
Que, tímido, ousa, delicada e camufladamente
Por no papel
Gosto de saber-me lida, aceita, compreendida
Longe da academia, do saber formal, já que
De tanto saber, torna-se informal
Por que me procuras aonde não estou?
Por que vasculhas o que não sou
Por que não percebes que vestígios são provas
Do que tenho, do que dou
Por que procuras as vestes(para despi-las!)
Se totalmente entregue e desnuda já estou
Sem botões a desabotoar, sem travas a retirar
Paisagens - belezas que nos cercam
Palavras - belezas que nos habitam
Versos - maravilhas que nos comunicam
Assim, exposta, e completamente guardada,
SOU.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Pé na estrada
Para onde vai isso?
Para dentro de mim,
Rumo ao universo e ao infinito
Inferno ou céu?
Ninguém é totalmente
Anjo ou demônio
Nesse momento estou só,
E escrevo
Neste momento escrevo,
E só
Nada é torto
Nada é fantástico
Tudo é só
Só, como sempre
Só, para sempre
Só, sempre
Sempre, só
Na estrada
Calo-me,num silêncio cauteloso.
Terei ido "longe demais"?
E...onde é "longe demais"?
Lugar ditado pelas "normas",por aqueles que precisam saber quem são,onde estão,como estão e com quem estão,tentando prever para onde irão...
Gente que se toga,usa cartolas e vestimentas graves e pesadas,a esconder sua leveza,sua delicadeza.Acabam num exílio de si próprios,distantes do importante e fundamental.
Não se deixam diluir, misturando-se ao espontâneo,ao que se mostra, simples e desnudado, desejoso de ser, de ter, de compartilhar.
Tudo é feito num zigue zague,num vem e vai,numa exitação que não combina com toda a autoridade emanada de si.Deixa-se mostrar e recolhe-se, para o lugar do mistério,donde será mais fácil sonhar.
Sim, sonhar!Talvez seja sábio e não medroso.Sonhar é seguro e encantador.
Vou aonde quero,realizo o impensado,desejado.
Lugar do desejo, do prazer, da realização.
Sim, é sábio.Não medroso!
Terei ido "longe demais"?
E...onde é "longe demais"?
Lugar ditado pelas "normas",por aqueles que precisam saber quem são,onde estão,como estão e com quem estão,tentando prever para onde irão...
Gente que se toga,usa cartolas e vestimentas graves e pesadas,a esconder sua leveza,sua delicadeza.Acabam num exílio de si próprios,distantes do importante e fundamental.
Não se deixam diluir, misturando-se ao espontâneo,ao que se mostra, simples e desnudado, desejoso de ser, de ter, de compartilhar.
Tudo é feito num zigue zague,num vem e vai,numa exitação que não combina com toda a autoridade emanada de si.Deixa-se mostrar e recolhe-se, para o lugar do mistério,donde será mais fácil sonhar.
Sim, sonhar!Talvez seja sábio e não medroso.Sonhar é seguro e encantador.
Vou aonde quero,realizo o impensado,desejado.
Lugar do desejo, do prazer, da realização.
Sim, é sábio.Não medroso!
domingo, 18 de outubro de 2009
sábado, 17 de outubro de 2009
Canção do amor ressurgido
Teu olhar, teu nariz, tua boca
Tuas mãos, teu ventre, teu peso
Em mim, por mim, prá mim
NÓS
Nós e laços reatados
Sorriso retomado
Tesão ressurgido
Rumo ao sempre
Rumo ao novo, do velho
Ao eterno
Teu rosto saciado
Tuas faces rosadas
Tua boca engrossada
Vermelha, amada
Crônica de um amor no fim
Esse amor tem um nomeO nome do meu amado
Essa dor tem um dono
Meu peito, meu ser destroçado
Tristeza do amor no fim
Do olhar apagado
Do não curtir,
Da raiva sem motivo
Da "despaixão"
Da falta de cor, de calor
Do tesão
Seus braços...meus
Seus olhos...para mim
Seu tesão...em mim
Conversas longas, riso à tona
Prazer, lazer, descontração
Seus braços...longe
Seus olhos...ocupados
Seu tesão...
Monossílabos, rostos franzidos
Longe, pré-ocupação, tensão
Para onde foi...por que foi?
Amo tanto te amar
Amo tanto seu amor!
Te quero...não te desejo
Te tenho...não te vejo
Te penso...no passado!
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Tanta coisa!
Tanta coisa para falar!
Tantas vidas para contar!
O dia de hoje,o que passou,
Coisas que virão(que provavelmente,nem ficarão).
Gritos, ruído,confusão...
Tristezas que se dissipam ao vislumbre de qualquer alegria,
Outras que se alojam,e não desgrudam jamais.
Música!!Som que desmembra e faz transcender.
A alma voando e pairando lá,no lugar do nada
Onde a dor não existe,onde tudo é fetiche.
Gente,muita gente,demandando,demarcando,
Pondo e tirando,
Sendo,para nunca mais,
Ou,para sempre.
Passarinho que nasce no teu jardim!
Teu jardim!
O gato que se põe(folgado) à frente do monitor...
Filho feliz!Dinheiro que chegue!Netos!!!
Ah!...tanta coisa...
Tantas vidas para contar!
O dia de hoje,o que passou,
Coisas que virão(que provavelmente,nem ficarão).
Gritos, ruído,confusão...
Tristezas que se dissipam ao vislumbre de qualquer alegria,
Outras que se alojam,e não desgrudam jamais.
Música!!Som que desmembra e faz transcender.
A alma voando e pairando lá,no lugar do nada
Onde a dor não existe,onde tudo é fetiche.
Gente,muita gente,demandando,demarcando,
Pondo e tirando,
Sendo,para nunca mais,
Ou,para sempre.
Passarinho que nasce no teu jardim!
Teu jardim!
O gato que se põe(folgado) à frente do monitor...
Filho feliz!Dinheiro que chegue!Netos!!!
Ah!...tanta coisa...
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Primavera/2003
Pertence ao passado,ainda assim,desconheço
Se faz presente,surpreende meu viver
Numa roda de gáudio e profundo prazer
Prazer do passado.Nunca sabido,sequer pressentido
Surpresa no presente.Ainda não resolvido
Te amo, me diz, dizendo: te amei
Por que só agora?...jamais saberei
Conversa macia, prazer prolongado
Todo essse "dia a dia", vindo do passado
Se livra de um peso, transfere prá mim
Que bom,quer saber? Fiquei tão feliz!
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