Seguidores

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Paralelos

Naquela tarde, vazia de obrigações
Pensando em você, tornei-me gozo
Tornei-me jorro

Jorrei, como você pede,como você gosta,
Ou precisa
Talvez como eu precisaria
Ou gostaria, de precisar
Como eu gostaria de gostar

Para te ter, preciso não ser
Para te dar, preciso não estar
Para me entregar...preciso te amar

Esdrúxulo paradoxo de que foi feito nosso caso
Feito por acaso,no encontro de ocasos
Construído nos sulcos, nas brechas da vida,
Dos afazeres, das obrigações

Não se tornou vital, nem banal
Talvez, um pouco venal...

Não te acho em lugar nenhum.

No encontro de nossos corpos
Passageiros clandestinos escondem-se
Em vão, nos vãos obscuros de nossas almas
Para não serem vistos, descobertos, deportados.

Periga perder-mo-nos de nós mesmos.

Estranho momento do encontro,
Num desesperado desencontro
Não sabes quem és
Não sei quem sou                        

Paralelos



Tudo seria ruído

Você é o silêncio que me permite viver a música de minha vida.
Sem o qual, tudo se tornaria ruído insuportável
Sem o qual, não seria capaz de distinguir os tons,
Os sons, as melodias, umas das outras, os ritmos...

E nesse silêncio de pausa, quase vazio
Que te encontro, que nos vemos, que nos apresentamos.

É nesse silêncio, que te amo
Amor sem exigência,claro, maduro
Te quero para mim
No silêncio abençoado entre uma noite e outra



...tudo seria ruído...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Encanto


Então,eu aqui, em frente ao monitor, a saber das coisas distantes,no tempo e no espaço, e que, perenes, ainda me encantam e divertem.
Coisa do saber, coisas do viver, o que foi dito, e do apenas capturado.
Gente cheia de autoridade e saber.Viajada, passada e pernoitada.Que produz.Que seduz.Que reluz!
Ainda assim,do fundo de sua apenas humanidade,pede,apela,suplica:
Ouçam-me! Respondam-me!FALEM comigo!
A incrível solidão humana,peguenta e viscosa,que fala(alto e em bom som) da nossa precariedade,da nossa necessidade de olhos e ouvidos.De retorno.
Me vejo no olhar do outro.Me reconheço, por ele.
E isso é ENCANTADOR...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Céo, a mãe de Gat


Cores

O preto e o branco.O azul e o dourado.São cores
O bom e o mau,o grande e o menor.Fatores
Muita gente que conheço,decolores.
O que tem as cores, com os fatores?
E como influenciam,os fatores, nessas cores?

A menina é preta.Seu sorriso é lindo.
O homem,branco.Só quando bebe é que o vemos rindo...

Ela é pequena, ele maior.
Acontece, é o inverso!
O bebê,tão grande!
O homem,tão menor.

Para ela,todo o mundo à frente,
Toda a esperança de vida
Para ele...nem sequer esperança ainda.

07/83


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Vigília e pensamentos



O rato cria
O gato mia
A menina geme
Mulher nascente


O sol se põe
E Deus dispõe

A criança muda
Na rua surda
Pede a quem passa
O que nunca terá


O mundo gira
(e a Lusitana roda)
Todo mundo pira
(já que está na moda)


Fácil dizer
Difícil fazer
Ótimo se ter
Difícil se ser

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Paz, sem amor

Existe o amor
Existe o terror

O mêdo de perder-se,
E perder o controle, do nada
Passar a ser nada

Referenciais.Estúpidos e necessários
Para sentir-mo-nos seguros.
De que? Em que?

O amor(paixão) derruba.
Enternece,vence,amortece
Demanda,fragiliza.
É ímpeto,teimosia,exigência
Feroz.Dói.Faz tumulto

Então, vem a paz

Que não existe no mêdo.
De maneira alguma.
Está sempre rondando,sempre ligado.
As luzes vermelhas sempre acesas
O pé, os dois, sempre atrás

Mêdo de que então?

De romper com o que não tranquiliza,
Em busca da verdadeira serenidade ,da(na) paz

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Amores eternos


















Desnecessárias são as palavras diante da eternidade.
Impossível definir encontro de vidas
De cumplicidade.
Do amor,em essência.
Amo, para sempre.

TEMPOS

Houve um tempo em que aqui estava, e sonhava
Houve um tempo em que aqui estive, e sonhei

Hoje, num tempo em que não estou,
Não sonho, não penso.
Percebo, e choro.

O tempo perdido,na ilusão dos carinhos,
Na ousadia da (pre)potência...dormência.

Estava acordada e dormi
Agora durmo e não acordo.

É tudo desalento, tudo perdição

Perdi o que não contava
Contei com o que não sofri.

Nessa hora de estranheza,
Onde meu mundo não sei onde é
Espero um tempo infinito
Por aquilo em que não mais tenho fé

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Amores Passados


Havia um lugar
Fora do mundo
Bem lá no fundo
Aonde te encontrar

Havia um lugar
Dentro do nada
Perto das fadas
Lugar do BRINCAR

Era nesse lugar
Que eu te amava inteiro
E te via, brejeiro,
Fingindo me amar

Brinquedo, real
Amor, virtual
Saudade...fatal
Que coisa banal!

Laços frouxos
sorrisos soltos
jeito manso
Perfeito descanso!

Recreio da alma
Das coisas pesadas
Do afazer, das tarefas
...Bom dia, Josefa!

Amores Efêmeros

Assim como veio, foi
E, como nunca esteve, ficou

Rondando meus sonhos
Alertando minha alma
Ouvindo meus lamentos
Vivendo em meu gozo

Está, onde sempre esteve
No limite de lugar nenhum


Vácuo
Ilusão
Bobagem
Criação

Diversidade

                    O MAR TEM VÁRIOS TIPOS DE PEIXE

Explosão Solar

Explosão de luz e felicidade!
Pequena grande menina,na aventura do ser,
Sempre procurando saber.
Saber o que não sabe,o que não pode dizer...

Luz dos meus olhos,
Pedaço de parte de mim.
Plenitude,esperança,VIDA!

Preserve,sempre,a luz dos seus olhos
E a força que existe dentro de você!

Te amo,muito.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Treva

Como perdoar o imperdoável, o insondável?
Coisas que acontecem nas noites das almas escuras, esconderijo de pessoas obscuras, aonde vítimas e algozes se misturam, inalcansáveis, intangíveis.

Como aplacar a dor desta sofrência?
Como apagar a memória daquela aflição?
Como não ver o que nunca foi visto, quando ele está todo dia/tempo na sua frente?

Na homilia escuto;se Deus, em sua infinita bondade, pode te dar o perdão que reclamas, quem poderá ser você, para não perdoar ao irmão?

Apenas humano.
Sem lampejo de divindade para alcançar tamanho propósito.
Incapaz de transpassar pela dor, na dor.
Da angústia do não saber para, ao saber, nada poder fazer?

Impotência, frustração, angústia, desespero, incompreensão.
Dor, raiva, indignação. Vãos.

Olhares oblíquos dos que, sem coragem, acham mais fácil condenar.
Condenar aquele que, ousa, denunciar.

E eu lá, perplexa.
Buscando por uma justiça, qualquer, quando, parece, nem a divina se fez...
Recolho-me à minha dor.
E sorrio...



quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Muitas vidas, numa vida

Aos 17, inaugurada MÃE.
Pedaços de vida depois...AVÓ

Entre uma e a outra...VIDA!!
Inexperiência combinada com ousadia,
Ajuntada com pitadas de rebeldia.
Rebeldia saudável, construtiva, que veio com uma e com a outra, como só se podia esperar.

"Quem sai aos seus, não degenera", é o que se fala por aí. Mas, não se pode ficar dando ouvidos ao que se fala por aí...Eu sei. Elas também.

Meninas valentes,vivendo vidas, dentro de suas vidas.Como eu.
Lindas, pedaços de mim,por mim, para mim.

Inaugurando consigo toda uma sequência de vida(s),ideologia de todo o meu ser.

Foram bemvindas, são bemvindas, estejam sempre, bemvindas.
Eu amo vocês.